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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Manual da Rapidinha


Aprenda algumas regrinhas básicas de uma transa-relâmpago


A rapidinha é divertida, pois tem o tempero da aventura e lembra a fase da descoberta do sexo, quando tudo precisava ser feito às pressas. "A maior parte dos casais a pratica durante o início do relacionamento, quando a libido está a mil e um não consegue tirar as mãos de cima do outro", afirma Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do Projeto Afrodite, da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo).



Mas a especialista afirma que as rapidinhas não devem ser deixadas de lado: "Principalmente para casais que estão juntos há muito tempo, para manter a libido e a fantasia sempre em alta". E como é impossível prever quando uma transa-relâmpago acontecerá, é fundamental ter sempre um preservativo à mão. Lembre-se dessa regra e acompanhe as outras dicas para ter mais prazer.


Lugar
Na maior parte das vezes, a rapidinha não acontece na cama. Em geral, quando bate o desejo, vale da pia da cozinha a uma paradinha no drive-in. As opções são muitas, mas lembre-se que os locais públicos não estão entre elas, pois atentado ao pudor é crime. Por isso, esqueça as escadas de prédios, estacionamentos e banheiros de casas noturnas, por exemplo. "Agora, se a intenção for apenas fugir da marcação cerrada de filhos pequenos ou sogros vigilantes, o casal pode ir para a despensa, a garagem, o sótão", exemplifica Fernanda Pauliv, professora de artes sensuais.


Preliminares
Em uma rapidinha, não há muito tempo para carícias. "Uma relação sexual convencional dura, em média, 15 minutos, com as preliminares. A rapidinha demora menos de cinco", diz Carolina Ambrogini, da Unifesp. Para ela, nessas circunstâncias, a intensidade do beijo na boca vai contar muito. "Os beijos são indispensáveis para o aumento da excitação", diz Carolina.





O sexo oral, tão importante para a estimulação e o prazer femininos, costuma ser deixado de lado, pela pressa da transa. "O estímulo erótico está baseado na falta de tempo, na própria adrenalina de ter de ser rápido. A tensão favorece a excitação mais rápida. As preliminares ficam mais concentradas na região genital e com toques mais vigorosos", diz Patricia Pelegrina Rosseto, psicóloga e psicoterapeuta com enfoque na sexualidade.


Roupas
O que tirar, o que deixar? Na dúvida, faça somente o básico: abrir o zíper da calça, desabotoar a blusa ou subir o vestido, em especial se a rapidinha tiver de ser disfarçada caso alguém apareça inesperadamente. "Quando a situação permite, há até quem rasgue a roupa um do outro, tornando o momento ainda mais a excitante", diz Carolina Ambrogini. Na opinião dela, o fato de as pessoas não ficarem completamente nuas e o sexo ser afoito lembra bastante algumas cenas clássicas de cinema –como a de Diane Lane e Olivier Martinez transando no banheiro do restaurante em "Infidelidade" (2002). "Essas sequências ficam gravadas na memória das pessoas como algo muito erótico", fala Carolina.


Palavras
Segundo Fernanda Pauliv, tudo começa com as palavras, pois expressam o desejo e sinalizam que as pessoas não conseguem mais se conter e, portanto, vão se deixar guiar pelos instintos. "Frases como 'Quero você agora' e 'Se você não parar de me beijar, não me responsabilizo pelos meus atos' dão uma boa ideia de como o parceiro está se sentindo", afirma. Se a rapidinha acontecer na casa de amigos ou da família, em um momento de distração das pessoas, tudo deve ser feito aos sussurros para não chamar a atenção. Abafar gemidos contribui para elevar o tesão. 


Posições
As posições em pé são as mais recomendadas, pela facilidade de encaixe, tanto com um de frente para o outro quanto com a mulher de costas para o homem e apoiada na parede. Mas em alguns locais a mulher pode ficar sentada (na pia ou na cadeira do escritório, por exemplo) ou até deitada, se o ambiente contar com uma mesa. "Não dá para pensar nem variar muito, e isso dá graça ao momento", afirma Carolina Ambrogini.







sexta-feira, 18 de outubro de 2013

GUERRA - OS HORRORES QUE NINGUÉM MOSTRA


Há dez anos, uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos invadia o Iraque alegando que o país estava desenvolvendo armas de destruição em massa. 
 
Desde 2003, 174 mil pessoas foram mortas na guerra. Do total de vítimas, o número de civis pode ter chegado a 122 mil. Entre os soldados que sobreviveram, muitos ficaram desfigurados por causa da guerra. 
 
São rostos que os EUA evitam mostrar, porém o blog "Socialista Morena" trouxe à tona algumas histórias. 
 

Como a do militar norte-americano Ty Ziegel, que estava noivo quando partiu para o Iraque e se casou na volta, em 2006, com o rosto completamente desfigurado e sem o braço esquerdo. A esposa o abandonou dois anos depois.
 

O militar norte-ameircano Ty Ziegel aparece em uma foto antes de ir para a Guerra do Iraque. Na época, ele estava noivo de Renee Kline, com quem se casou na volta, porém ela o deixou dois anos depois. Ty morreu aos 30 anos no final de 2012, em um acidente no gelo.




O militar norte-americano Richard Yarosh foi outro soldado que lutou no Iraque e tinha esta aparência antes de partir para a guerra.


Durante o conflito, porém, Richard Yarosh teve a face queimada e dilacerada. Ele passou por dezenas de cirurgias para tentar remodelar o rosto.



Pintura de Matthew Mitchell retrata Richard Yarosh, militar desfigurado durante a Guerra do Iraque. Ele recebeu condecorações nos Estados Unidos por sua "bravura e patriotismo".

O então presidente George W. Bush posa para foto com Isaac Gallegos, mais um militar norte-americano que foi queimado no Iraque.
 

Bush foi a principal voz que incentivou a Guerra no Iraque. Ele defendeu que os Estados Unidos deveriam agir contra qualquer "possível ameaça" do líder iraquiano Saddam Hussein .
 

 
O então presidente americano George W. Bush posa para foto ao lado de soldados que tiveram os membros amputados durante o conflito no Iraque.
 

O militar norte-americano Nicholas Clark perdeu uma perna na Guerra do Iraque.

 Antes mesmo da Guerra do Iraque, militares ficaram gravemente feridos durante a invasão no Afeganistão, em 2001. A invasão marcou o início da guerra contra o terrorismo, declarada pelo governo Bush após os atentados de 11 de Setembro. Na foto, o militar norte-americano Joey Paulk, queimado no Afeganistão.


Outro militar que teve o rosto queimado no Afeganistão foi Todd Nelson. Mesmo com 43 cirurgias plásticas, ele não conseguiu recuperar a aparência que tinha antes de fazer parte da invasão americana.



OBS: Os USA ganhou a guerra e ficaram assim e quem perdeu?


Fonte: 1

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SOJA DEIXA HOMEM AFEMINADO

SOJA COLOCA A MASCULINIDADE EM XEQUE

Despretenciosamente, a soja se infiltrou na dieta como se fosse a fonte mais perfeita de proteína. Mas talvez exista um lado negro escondido, um que tem o poder de minar as características que fazem de você um homem.

James Price, um oficial aposentado do exército americano, virou objeto de um estudo sobre algo que jamais imaginou viver. Durante meses teve sua masculinidade minada por peitos inchados, perda de pelos e redução da libido para depois descobrir que todo esse calvário estava ligado ao consumo excessivo de soja. Ao ler os detalhes, você vai entender por que Price aceitou ser protagonista de um artigo científico após enfrentar um problema tão constrangedor. Para ele era mais que um problemas: era a chance de evitar que outros homens passassem por isso também.

Notar mamas inchadas seria difícil para qualquer homem. No caso dele foi ainda pior devido ao contraste com o resto do corpo magro e definido. Mas não foi o único sintomas. “Meu pênis ficou tão flácido que parecia ter encolhido. Até minhas emoções mudaram.”

Os três primeiros médicos consultados por Price o diagnosticaram com ginecomastia, um aumento anormal das glândulas mamárias masculinas. Exames mais tarde mostraram que os níveis de estrógeno no sangue dele eram oito vezes mais altos do que o limite aceitável para homens, alto demais até para mulheres. Os médicos ficaram perdidos diante desse quadro. Deprimido e com dor, Price procurou outro especialista. Marcou uma consulta com o tenente-coronel Jack E. Lewi, chefe de endocrinologia do Centro Médico Militar de Santo Antônio (EUA). No primeiro encontro nem médico nem paciente tiveram a menor de quão complexo o mistério seria.

Lewi inicialmente procurou por fatores que pudessem de sencadear a ginecomastia, como alcoolismo. Até suspeitou de um tumor que produz estrógeno. Após vários exames, o médico ainda não sabia o que deixava os hormônios do paciente fora de controle.

Embora Lewi tivesse perguntado a Price sobre seus hábitos e estilo de vida, decidiu detalhar cada refeição. E logo viu que leite de soja estava sempre presente. Como Price desenvolveu intolerância à lactose anos antes, tomava um suplemento alimentar, que fornecia uma dose grande de minerais, vitaminas, entre outros nutrientes. O mais surpreendente foi quando revelou que consumia 3 litros de leite por dia. Foi aí que tudo mudou.

OS SINTOMAS

Price sempre teve uma vida ativa e uma alimentação saudável. Sua forma física era destaque até mesmo na corporação. Com a morte da mulher, o cenário mudou. Ele ficou muito mais emotivo e apresentou oscilações de humor e redução da libido. Quando começou a namorar novamente, era como se o aspecto sexual tivesse evaporado. Interesse zero!

A ginecomastia em si se tornou algo bastante humilhante para Price. Ele parou de usar camisetas, temendo que as pessoas notassem a saliência similar aos seios de uma menina na puberdade. Mas durante o ano seguinte, em que se submeteu a vários exames para tentar desvendar o mistério, nunca ocorreu a Price que o leite de soja pudesse ser a causa.

Quando Lewi recomendou suspender a bebida, ele obedeceu. E, durante os meses seguintes, exames de sangue revelaram que os níveis de estrógeno em Price estavam voltando ao normal. Melhor ainda, a sensibilidade dos mamilos estava cedendo. Seu médico, que pesquisou a literatura científica enquanto tentava solucionar o caso, não encontrou nenhuma evidência relacionando soja à ginecomastia.

Veja algumas descobertas recentes sobre os estágios de vida dos homens.
  


Bebês: Alimentados com grão

No Brasil, a onda da soja também chegou a crianças e bebês. Por considerar o grão um alimento saudável, muitas mães acabam oferecendo-o aos filhos. No entanto, os pediatras não recomendam o consumo indiscriminadamente.

Paul Cooke, biólogo reprodutivo da Universidade de lIIinois (EUA), estudou ratos criados com uma quantidade de genisteína suficiente para deixar os níveis sanguíneos comparáveis aos de bebês humanos que tomam leite de soja. Ele observou um encolhimento no timo, glândula importante para o sistema imunológico. É difícil afirmar se o mesmo efeito ocorre nos bebês humanos, mas um estudo publicado no Jaurnal of the American Medical Assaciatian (EUA), em 2001, pesquisou mais de 800 adultos, entre 20 e 34 anos, que receberam leite de soja ou de vaca na infância. Uma das diferenças que surgiram foi que o grupo alimentado com leite de soja usou mais remédios para asma e alergia na vida adulta. Será que isso é apenas uma coincidência ou será que pode indicar uma deficiência na função imunológica?
Ninguém sabe responder à questão. Nos Estados Unidos, há mais de 20 milhões de pessoas que consumiram leite de soja na infância. E há inúmeros centros de pesquisa no país estudando grandes parcelas da população. No resto do mundo, o assunto também levanta polêmica. Em 2005, o ministério da saúde de Israel recomendou reduzir o consumo de produtos à base de soja por crianças e, se possível, evitar completamente por recém-nascidos. Ao fazer tal alerta, Israel se juntou à França, à Nova Zelândia e à Austrália para oficialmente adotar uma postura preventiva.


DA ADOLESCÊNCIA À JUVENTUDE: ALIMENTO FALSO PARA OS MÚSCULOS

A maioria das pessoas reconhece a importância da proteína no desenvolvimento e na recuperação muscular. E pesquisas já mostraram que a hora que você ingere a proteína é tão importante quanto a qualidade do alimento – fato que criou um mercado de suplementos de proteína fáceis de consumir. “É difícil comer um bife na academia”, afirma William Kraemer, pesquisador de treino de força da Universidade de Connecticut (EUA).

Suplementos de proteína permitem que um atleta misture 1 colher de pó no suco e beba a mistura a qualquer hora. Cada marca alardeia suas melhores qualidades em relação ao desenvolvimento muscular. As fontes de proteína mais usadas em todos eles são soja, whey e caseína. A questão é: será que o preço mais acessível da soja gera algum custo para o desenvolvimento muscular?

Em um estudo de 2005 publicado no Journal of Nutrition (EUA), pesquisadores que compararam a soja à caseína concluíram que “o valor biológico da proteína da soja deve ser considerado inferior ao da proteína da caseína”. Entre outras desvantagens, os cientistas descobriram que uma porção significativamente maior de soja é reduzida ao produto residual uréia. Mais, ela leva a uma menor síntese de proteína no organismo.

“A proteína como a whey é muito mais saudável que a soja”, afirma Kraemer. Há também preocupações de que a soja possa reduzir a produção de testosterona nos homens e aumentar a produção de estradiol, normalmente associado à produção de hormônio feminino. Em relação aos benefícios de força, no entanto, mais pesquisas são necessárias antes de definir diretrizes.

DOS 20 AOS 40: INTIMIDADES EM PERIGO

Em um estudo publicado no periódico Human Reproduction, Jorge E. Chavarro e seus colegas descobriram uma forte associação entre o ­consumo de alimentos de soja e a redução na contagem de espermatozóides nos homens, especialmente os obesos e acima do peso. Noventa e nove homens relataram ingerir 15 tipos diferentes de alimentos à base de soja, em seguida fizeram o exame para contar os espermatozóides. Aqueles que consumiam mais soja por dia tiveram, em média, 32% menos espermatozóides por mililitro de sêmen em comparação aos homens que não tinham soja na dieta.

Chavarro alerta que isso não prova causa e efeito e que ainda é muito cedo para aconselhar aos homens a evitar alimentos à base de soja na esperança de aumentar a fertilidade. “Claramente, essa história está apenas começando”, diz. “Mais estudos ainda precisam ser realizados.” De qualquer forma, o sinal de alerta deve ficar ligado desde já. Segundo o urologista Mauro Bibancos, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, se ficar provado que a soja faz mal para os espermatózoides, ela também será maléfica para o corpo em geral.

Se a fertilidade já causa preocupações, imagina a impotência? Dois outros trabalhos recentes revelaram que pelo menos um componente da soja prejudica a função erétil em animais ­ e pode fazer o mesmo nos homens.

Os estudos, publicados nos periódicos Journal of Andrology (EUA) e Urology respectivamente, analisaram o efeito da daidzeína na função sexual de ratos machos. Doses moderadas do fitoestrógeno consumidas na juventude ou na vida adulta afetaram bastante a qualidade de suas ereções. Entre outras mudanças, os homens que foram expostos à daidzeína produziram menos testosterona, tinham ereções menos poderosas e passaram por mudanças bioquímicas no tecido peniano que deixaram esse tecido menos elástico e menos capaz de se encher de sangue.

Embora saibam que os resultados nos ratos nem sempre equivalem diretamente aos resultados em humanos, os autores do primeiro estudo sugerem que há razão para acreditar que isso vá acontecer. Eles citam uma incidência 10% maior de disfunção erétil em chineses, que consumiam grandes quantidades de soja, em comparação a americanos, que evitavam o alimento.

Yufeng Huang, um dos coautores dos dois trabalhos, diz que a dose “moderada” usada nos estudos com animais leva a aproximadamente o mesmo nível de daidzeína no sangue dos homens que comem soja todos os dias, hábito comum na Ásia. Ele acredita que a soja representa um fator de risco novo e previamente desprezado para disfunção erétil.

A PARTIR DOS 50: FUGA DE CÉREBROS

No ano passado, Eef Hogervorst, da Universidade Loughborough (Inglaterra), e outros pesquisadores publicaram um estudo sobre produtos de soja e o risco de demência. Os pesquisadores focaram em pessoas mais velhas da Indonésia, membros de uma cultura na qual o tofu é um alimento importante na dieta há tempos. Hogervorst afirma que sua equipe começou o trabalho confiante de que encontraria um benefício nos fitoestrógenos do tofu. “Quase tudo que nós aprendemos sobre cultura animal e celular indicava que substâncias similares ao estrógeno protegeriam o cérebro”, diz.

Eles, no entanto, descobriram exatamente o oposto: os participantes com mais de 68 anos que comiam grandes quantidades de tofu regularmente tiveram o risco de demência e problemas de memória dobrado em comparação àqueles que comiam moderadamente. “Estamos formando umnovo consenso agora: hormônios e derivados não são muito bons para pessoas acima de 65”, diz o pesquisador.

“Agora acho que a tendência é termos cada vez mais pesquisas sobre esse assunto. E, no final,vamos encontrar um equilíbrio”, acredita o urologista Renato Fraietta, da Unifesp (SP). “A soja faz bem? Faz, quando sem exagero. É a mesma história do vinho. Uma taça de vinho tinto faz bem para o coração. Mas uma garrafa, não.”

O relatório feito por Jack E. Lewi sobre o caso de James Price foi publicado na edição de maio e junho de 2008 do Endocrine Practice (EUA), um periódico lido pelos mais influentes endocrinologistas. Graças a isso, os médicos agora contam com mais um documento na hora de avaliar a ginecomastia.

Mesmo assim, Lewi acredita que produtos de soja consumidos com moderação ainda podem ser uma parte saudável da dieta de um homem. “O problema”, diz, “é quando uma coisa como a soja é tida como essa maravilhosa panacéia para a saúde, e as pessoas acabam exagerando na dose”.

Uma questão final no caso de Price, no entanto, mostra a dificuldade de evitar a soja. Alguns meses depois que os níveis de estrógeno voltaram à normalidade, eles subiram novamente. E os efeitos colaterais ressurgiram: dor e inchaço nas mamas, falta de libido, ereções pobres. Ao pesquisar o que estaria acontecendo, Price descobriu que estava tomando um leite que não era de soja, mas que continha soja na fórmula. Ele jogou tudo no lixo e a vida voltou ao normal. Infelizmente, as mamas continuam inchadas, uma consequência das mudanças no tecido fibriótico que ocorrem com a ginecomastia de longo prazo. Price ainda se incomoda com a situação, mas não está disposto a remover esse desconforto cirurgicamente. Há muitos riscos, diz – ­sangramento, infecção, problemas com anestesia – para justificar entrar na faca a essa altura da vida.

Embora Price reconheça que seu corpo talvez tenha uma sensibilidade acima da média para os fitoestrógenos da soja, ele sugere a outros homens procurar o médico diante do primeiro sinal de dor ou inchaço. Sintomas descobertos – e tratados – no início são mais facilmente revertidos. Mais: sempre leia os rótulos dos alimentos que for consumir. As experiências mostraram que eles nem sempre são o que imaginamos. A proteína de soja hoje é um ingrediente rentável, presente em todos os lugares e muitas vezes escondido sob rótulos um tanto confusos.


A ASCENSÃO DA SOJA

Nos últimos anos, alimentos saudáveis e à base de soja se tornaram inextricavelmente associados. Muitos homens, sem saber exatamente a razão, confirmaram em pesquisas que o grão é benéfico à saúde e, portanto, deve ser incluído na dieta.

A soja também ganhou destaque na dieta vegetariana, pois fornece proteína e não provoca a indigestão moral da carne. Mais: na última década, vários trabalhos sugeriram que comer soja pode aumentar a expectativa de vida. Em 1999, a proteína de soja recebeu uma declaração poderosa do FDA, órgão governamental americano que controla os alimentos: Dietas com 25 gramas da proteína do grão – um litro de leite de soja – por dia podem reduzir o risco de doenças do coração. Adicione a isso o número de estudos que sugere que a proteína de soja protege contra o câncer de próstata e, de repente, o grão parece um remédio poderoso.

Como todos os remédios, infelizmente há efeitos colaterais. E, quando você consome muita proteína de soja, você entra em uma zona de risco, pois ingere duas drogas naturais: genisteína e daidzeína. Ambas agem de forma tão parecida com o estrógeno que são conhecidas como fitoestrógenos (substâncias semelhantes aos estrógenos produzidas por plantas). Quando homens consomem essas substâncias em grandes quantidades, eles podem viver pesadelos como aqueles vividos por James Price. “Os fitoestrógenos têm o efeito do hormônio feminino e podem provocar alterações hormonais e até aumento de mama nos homens”, confirma o urologista Renato Fraietta, diretor do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e médico do Setor de Reprodução Humana da Unifesp (SP).

Fonte: 1 CEX.io